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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A VAIDADE MASCULINA


Desde a Antigüidade a beleza masculina já era sinônimo de força, saúde, poder, liberdade e admiração. Retratados em obras de pintores famosos como “A criação de Adão” de Michelangelo e esculpido em mármore como a obra de “David”, a imagem da beleza masculina ainda é vista em corpos esculturais quase perfeitos, atléticos, fortes e bem tratados, associado ao sucesso entre as mulheres e considerado um atributo a mais para o destaque profissional.
A partir das antigas civilizações como os povos egípcios, romanos e gregos que através da arte demonstraram sua cultura, costumes e mudanças de comportamento, notamos que a beleza masculina era relacionada à liderança e tratada como símbolo de veneração e adoração.
As mulheres sempre lutaram pela autonomia e pela igualdade e as conquistas que obtiveram através dos tempos, criaram um conceito e uma visão da realidade que aos poucos é transmitida para os homens modernos, e as tarefas antes vistas como uma obrigação feminina, como cozinhar e cuidar da casa, hoje também são realizadas por eles. Essa mudança no comportamento afeta o contexto social, e contribui para que a preocupação com a aparência não se limite às mulheres, mas dá abertura e liberdade para que os homens tenham acesso a esse mercado cosmético e estético, mesmo que ainda sintam-se constrangidos.
Atualmente é notório e perceptível, o crescimento da indústria cosmética e dos investimentos nas academias de ginástica e nas clínicas de tratamento estético destinados a esse público, já que aumenta cada vez mais o número de homens que buscam satisfação, juventude e perfeição diante do espelho.
Ser bonito e bem cuidado inspira confiança e credibilidade e é fundamental no primeiro contato, seja numa entrevista de emprego, ou numa paquera.
A beleza agrega tanto na vida pessoal, quanto profissional, pois aumenta o ego, melhora o bem-estar e a auto-estima, além de facilitar nas conquistas.
A cada ano que passa a preocupação com a vaidade entre os homens está aumentando, associada ao sucesso e a busca de maiores oportunidades.Em 2006 as pesquisas já mostravam que 71% dos homens consideravam importante ter os cabelos bem tratados, 58% já se preocupavam com a limpeza do rosto, 76% já gostavam de cuidar das unhas, 40% compraram alguma peça de roupa no período inferior a um mês, 68% admitiram a hipótese de fazer uma cirurgia plástica para corrigir ou melhorar a aparência e dessa forma, contribuíram e inseriram-se no mercado estético, segundo a pesquisa da Adonis Report, realizada pela 2B Brasil Marketing.
O Brasil é o sexto mercado mundial em consumo de cosméticos pelo público masculino, que hoje representa 16% dos consumidores, o dobro do percentual registrado no início dos anos 90, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). As cirurgias plásticas e estéticas também estão atraindo a clientela masculina entretanto, os homens exigem qualidade, conforto e satisfação no resultado, quando procuram esses serviços.
As empresas e as clínicas estéticas procuram fidelizar esse público masculino oferecendo confiança e discrição a seus clientes.

O reflexo do espelho
A beleza imposta pela mídia e propagada por meio da globalização é outro fator importante para o avanço na indústria cosmética e estética, pois propõe um perfil padrão tanto para as mulheres, quanto para os homens que se espelham em artistas famosos para tentar se adequar as exigências da sociedade. Porém, o rótulo de “metrossexual” nos dias atuais é representado por homens que quebram tabus, procuram aliar conforto e bom gosto no vestuário, sabem se cuidar, estão familiarizados em diversos assuntos, e que apesar das críticas são másculos e heterossexuais.

O homem moderno
Cuidar da aparência é importante sim, mas o fundamental é manter a saúde e o bem-estar, aliada a boa forma física. Vale a pena lembrar o mito de Narciso que afogou-se por gostar de contemplar a sua beleza refletida num lago, e por não notar mais nada a sua volta.
Contudo, o homem moderno e inteligente sabe dosar dos benefícios que a inovação traz sem se preocupar com as críticas e sem se frustrar, quando o que lhe interessa realmente é agradar as mulheres e a si mesmo.


Yrley Morato

A estética televisiva


Ainda me lembro da época da TV preto e branco, revestida numa caixa de madeira com botões de controle dispostos na lateral e mesmo nesse período, ela já representava a modernidade. Nessa época era comum a venda de porta em porta de telas transparentes coloridas, parecidas com um arco-íris que se encaixavam na frente do visor, sugerindo e antecipando a TV colorida.
Gostava de responder boa noite para o Cid Moreira quando ele encerrava a apresentação do Jornal Nacional e o meu pai foi culpado por isso, por eu gostar da programação da Rede Globo, mas confesso que atualmente ele assiste aos jornais de outros canais e é muito crítico com relação aos programas de entretenimento, mas continua fiel ao JN hoje apresentado pela Fátima Bernardes e o seu esposo. Novelas famosas como a da viúva Porcina de Roque Santeiro, Vale Tudo, Terra Nostra e a pergunta que persiste até hoje: “Quem matou Odete Roytman?”, são ficções baseadas na vida real que realmente fazem parte da rotina da maioria dos brasileiros, que não perdem por nada o último capítulo.
Atualmente, as TVs já não são mais as mesmas vendidas em diversos tamanhos e espessuras, tons prateados, designer futurista, teclas discretas, tela digital, conta ainda com acessórios de controle remoto, áudio similar ao do cinema, transmitida até em aparelho celular.
A televisão tem um espaço reservado na sala, em ambientes de bares, restaurantes, clínicas, hospitais, hotéis e até em grandes empresas. Ela serve de companhia muitas vezes, mas o que é questionável são os efeitos dessa superexposição, que aliena e condiciona o indivíduo a ser passivo às suas imagens e informações, que visam os interesses da emissora e do IBOPE.
É perceptível as alterações e influências da TV no comportamento e no cotidiano das pessoas, por facilitar o acesso as informações e por adentrar nas casas com opiniões positivas e negativas que direcionam e induzem a sociedade a querer se espelhar no que vê e assiste.
Porém, temos como limitar o exagero e as más influências, evitando e principalmente analisando o conteúdo das informações e imagens emitidas, fazendo uso do controle remoto, que muda de canal ou simplesmente desliga o que é considerado impróprio, ou de mau gosto.


Yrley Morato

sábado, 27 de setembro de 2008

Alguém viu o Rafinha por aí?

Ao assistir o vídeo intitulado “você conhece o Rafinha?”, recomendado pelo professor da universidade UniSant'Anna, André Rosa, pude refletir sobre a realidade cotidiana da tecnologia em nossas vidas e, ao mesmo tempo, entristecer-me com tamanha dependência dessa era digital.
Nasci na década de 70 onde crianças brincavam na rua, tinham amigos “reais” e contentavam-se com seus brinquedos sem fala e movimentação, com bicicletas, jogos de botão, puzzles, amarelinha, entre outras brincadeiras manuais. Qual criança não se machucava correndo, brincando, dançando? E hoje? O que temos?
Hoje vemos crianças cada vez mais maduras e dependentes de tal tecnologia, seus brinquedos foram substituídos por vídeo-games portáteis, computadores e diversos outros utensílios eletrônicos. O machucado na perna foi substituído por emoções artificiais criadas virtualmente. A ingenuidade da infância é perdida precocemente, pois os pais não conseguem mais competir com a televisão e internet. As crianças acessam sites e assuntos que, muitas vezes, são avançadas para sua idade.
Claro, não posso ser tão negativa e pessimista, a tecnologia trouxe diversas praticidades para a vida humana, substituímos pesadas máquinas de escrever pelo computador, que nos permite apagar, refazer e escolher fontes e formatos para nossos textos, temos telefones sem fio, a internet (santa internet, para quem sabe usá-la) nos permite buscar novos conhecimentos pelo mundo afora, celular, microondas, máquinas de lavar roupas com várias opções de lavagens, ferros de passar roupas com sistemas inteligentíssimos. Uau, isso é legal! Não conseguimos viver mais sem essa praticidade, essa tecnologia. Porém, tomemos cuidado ao substituir nossas emoções humanas pelas virtuais, o contato com o próximo pela máquina e, acima de tudo, esquecer que somos humanos e precisamos resolver tantos outros problemas sociais, econômicos, políticos que o computador não resolve por nós.

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Tatiana Andrade
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Clique aqui para assistir o vídeo do Rafinha

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sábado, 30 de agosto de 2008

Geração digital


A geração pós anos 90 indiscutivelmente é uma geração da informação, o mundo digital revolucionou o modo de pensar e agir da humanidade, como diz Nicolas Negroponte em seu livro A Vida Digital, “tudo aquilo que puder ser digitalizado será, inevitavelmente”. Hoje as residências dispõem de um arsenal de eletrônicos que mostram a concepção da mais moderna arquitetura imposta pela alta tecnologia, o mundo dos botões que acomoda essa geração que desconhece a analogia, jovens que não saberiam viver num habitat sem a comodidade de simples cliques e toques em botões, eles tem os seus desejos realizados. Estes adolescentes, que desde a mais tenra idade, aprenderam a lidar com a tecnologia na mesma proporção que aprenderam a andar e falar, formando um público ávido por informações e com um alto poder crítico. Estes são os “Rafinhas”, que com o advento da internet no aconchego do lar passam incontáveis horas em frente ao computador ou aqueles de menor poder aquisitivo que lotam as Lan Houses da periferia das grandes cidades.
As informações são adquiridas com uma facilidade e velocidade nunca antes vista, as notícias são publicadas em tempo real, acesso a todas às informações culturais e atuais dos quatro cantos do mundo e softwares, que interligam pessoas, transformou o planeta terra em uma aldeia global.
Estes meninos e meninas que nos próximos anos serão a massa ativa em todos os sentidos, sejam na produção e consumo de mercadorias e serviços ou absorção e propagação de informações que se cruzam, formando personalidades sábias que saberão dar a voz neste exigente e competitivo mundo capitalista.


André Andrade